quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Novas fotos - Encontro em Salvador


Nanda, Geu, João Vítor (ele adora fazer essa cara quando tira uma foto) e Laíse no Rio Vermelho

Tia Angelica curtindo a paisagem no Humaitá


Igreja do Humaitá

Uma parte da Cidade Baixa. O povo invadiu o mar construindo casas - Bairro Alagados


A Igreja do Bonfim vista da Rua dos Dendezeiros.
Muitos soteropolitanos quando passam um tempo fora de Salvador ao chegarem fazem uma visitinha ao Bonfim


Se na igreja o pedido não for atendido, quem sabe um despacho, ebó, macumba
(Praia da Boa Viagem). Saravá!!!


Façam os seus pedidos ao Senhor do Bonfim

Geu me mandou um CD com todas as fotos que tiramos durante o nosso encontro. Recebi ontem. Não consegui abrir NENHUMA foto. Aparentemente o CD está vazio! Não entendemos o que aconteceu. Ele testou, antes de mandar pelo correio, estava tudo ok, mas não tem nada gravado. Então ele começou a enviar por e-mail mesmo.

Algumas fotos são de paisagens e eu gostei muito. Adoro Salvador e quero compartilhar com vocês.


Adilma

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Registro da micro-festa de Salete




Data-hora: 20/09/2010 - 19:30 ~ 22:00
Local: Varanda da casa de Mãe
Presentes: Mãe, Salete, IrRita, Yazmin, Azinete, KoKda, AnaMauria, Netinho, Daisy e Luiza. Matheus e Larissa, passaram um pouco antes, deram Bjinhos/abraços/lembrancinha e cairam fora.

Resenhas:
1 - IrRita com todo carinho ´produziu´um bolo no mínimo exótico, uma mix de coração com testículos, estava uma delícia, mas é claro, serviu também para rir bastante;

2 - IrRita, ligadíssima ( do mesmo jeito que o mais criativo e bonito filho de Dadô, Netinho), colocou o 5.4 invertido no bolo, o 4 de frente ao 5 ( se beijando )... SIMPLES... no de Yvess ela já tinha feito algo parecido, pois ao invés de 21 ela colocu 12.. dá no mesmo. ahahahah SIMPLES...;

3 - Finalmente, segue uma foto de Salete com Yasmin na ´festinhazinha´ que eu achei que ficou legal, e não foi sorisso ORKUT, ambas as duas estavam de fato sorridentes e felizes !


HugForTodos,
KoKdaIntoxicado

Larissa Quemquerme


Ontem à noite levando minha tia em casa, deparamo-nos com um traveco desfilando no asfalto, em plena Big Farm (o povo anda no meio da rua e quem estiver dirigindo que espere).

Imaginem: cabelos loiros estilo miojo, no meio das costas, mini blusa frente única, andar bamboleante, salto alto, calça jeans muitoooo justa, cintura muitoooo baixa, e para completar... Um celular repousando no cofrinho...

A “gata” estava se achando! Pena não ter uma câmara para tirar uma foto na hora. Eu e minha tia demos muita risada.

Adilma

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

10 mil acessos ao Sopa de Mãe

Passamos de 10 mil acessos. Bom número.

Dê a sua opinião: O blog está cumprindo seu papel?

Adilma

Salete 5.X e Matheus 2.0 - PARABÉNS !!!



Homi, se parecem demais !!! Nunca vi, gostarem de observar tanto. ahahahah Ambos os dois quando chegam aqui no Antuérpia percebem tudo que está errado e/ou sujo ! ahaha de novo. Mas caramba, não vou aproveitar o dia deles só pra sacanear/mangar, pois, com certeza absoluta os ´dois´ tem muitas qualidades.
Salete: A incansável ! desde de criança que ´rala´ pra ajudar os ´irmões´ virarem gente, até hoje !!! sempre muito preocupada com todos, principalmente Irmãos e Sobrinhos. E não poderia esquecer de falar da sua batalha diária para cuidar de Mãe, que todos reconhecem, NÃO é mole !!!
Tehko: Caramba (denovo), o que falar do seu filho PREFERIDO, quando o mesmo está fazendo 2.0, vou fazer o mais fácil e sincero, vou resumir a uma palavra: Orgulho. É o que sinto de saber que o ´cara´ é sangue bom, não vive querendo aproveitar-se de ninguém, muito pelo contrário, está sempre procurando ajudar as pessoas.

É isso aí, de coração: Amo ambos os dois !!!

KoKdaIrmãoePainho

domingo, 19 de setembro de 2010

Aniversário do Yvess

Esse é o mês da Família Sandes viu... tanta gente completando ano... rsss

Bom, ontem foi aniversário do meu irmaozinho querido. Seguem alguns registros feito ontem e hoje lá no Sesc-Guaxuma onde ele continuou a comemoração com alguns amigos.






Por Yazmin Sandes

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

As brôcas

E eu minha tia vivemos trocando os nomes da gente. É uma coisa terrível!

Um dia ela estava em minha casa e eu querendo chamar meu filho João Vitor disse:

- Ô Geu, venha cá meu filho...

E minha tia respondeu:

- Oxente Adilma tá ficando brôca? Geu o quê! Ubiraaaaa!!

João, é claro, contou essa no nosso encontro. Foi uma gargalhada generalizada.

Adilma

Jantar na Cheiro de Pizza
















Nosso encontro na Cheiro de Pizza (Dique do Tororó) em noite de despedida de Ubira e Geu. Victor, namorado de Nanda, foi quem tirou as fotos. Minha tia num "sorriso orkut"

Estou aguardando outras fotos para postar. Infelizmente tivemos problemas com algumas e eu pedi a Geu para me mandar as dele que foram gravadas num CD. Ele me ligou hoje de São Paulo informando que já enviou. Aguardem.


Adilma

Palavras de "baixo escalinho"

Petrúcio... Essa é boa...

Eu trabalhava numa empresa e servia de preposto em audiências no Juizado de Pequenas Causas. Eram muitas queixas. Uma das minhas missões na organização, inclusive, era reverter esse quadro, pois os jornais, emissoras de rádio e TV em Salvador viviam dando em cima do atendimento, eram muitas reclamações e a maioria tinha mesmo procedência. Felizmente cumpri minha missão e fico feliz com isso, aprendi muito por lá e hoje a empresa tem "outra cara".

Numa dessas audiências de conciliação, apesar de não ter ainda a necessidade de um advogado, somente do preposto, uma advogada de defesa da empresa, recém admitida, me acompanhou e tomou a frente, isto porque o objetivo dela era treinar mesmo.

Quando chegou a vez dela falar disse que o autor usou termos de “baixo escalinho”. Todos na sala olharam para a moça. E a conciliadora quis aprofundar o entendimento. A advogada respondeu:

- Não tem palavras “de baixo escalão”? Os termos que o autor usou não eram assim tão altos... (?!)

Meus amigos! Tenho certeza que vocês fariam o mesmo que eu. Essa advogada nem chegou a cumprir o período de experiência na empresa. Levou cartão vermelho. Eu fiquei virada, mas resolvi chegar a um acordo com o cliente, que estava de certo modo correto na sua pretensão, fiquei morrendo de vergonha da advogada neófita e, diga-se de passagem, jumenta.

Adilma

Rita e Geu


Essa foto é jurássica! Rsrsrsrsrsrsrsr

Penso eu que foi uma vez que Rita veio passar o carnaval em Salvador, no início dos anos 80. Bons tempos heim prima?

E acreditem: esse forro de cama ainda "é vivo"!


Adilma

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Encontro em Salvador, parte III - Ubira continua o mesmo!!!

No dia que saímos para o Ímbui, chegamos num barzinho e sentei ao lado de Ubira, enquanto Geu e Nanda sentaram-se do outro lado da mesa. Havia uma mesa próxima com quatro mulheres. Percebi que uma delas, tão logo chegamos, começou a olhar para Ubira. Eu não disse nada a ele, mas era evidente que a mulher “secava” meu irmão.

Fiquei besta. Eu e ele poderíamos ser um casal. Não é mesmo? A mulher não tava nem aí! Num determinado momento ele e Geu levantaram-se, então aproveitei e comentei com Nanda. Resolvi aprontar... Fixei o olhar na mulher que estava paquerando Ubira. Fuzilei a piriguete com meus olhinhos pequenos.

Acho que minha atuação valia um Oscar! Rsrsrsrsrsrs. A mulher mudou de lugar!!! Quando saímos contei a Ubira. Ele, sonso que só, respondeu: Mulher me olhando? E foi? Eu nem percebi...


Adilma

Encontro em Salvador, parte II - A resenha

O nosso encontro, como eu previa, foi uma grande farra gastronômica. Geu chegou no sábado à noite (04/09), com uma hora de atraso por causa do mau tempo no sul do país, e seguimos direto do aeroporto para o Rio Vermelho. Isso para matar a saudade dele de saborear um acarajé com pimenta. Além de Geu, eu, minha tia, meus filhos e a namorada de João (Laíse). Ficamos até tarde conversando, tirando fotos e rindo.

No dia seguinte a feijoada era o prato principal na casa de minha tia e ficamos esperando Ubira chegar. Dessa vez a família ficou completa: Bia, as meninas (Laura e Isadora), Nanda e o namorado (Victor), João Vítor e Laíse, eu, minha tia, Ubira e Geu. Conversamos muito. Saímos à noite, novamente para o Rio Vermelho, e fomos a um boteco que tem samba a partir das 18h todos os domingos. Enquanto isso íamos "resenhando".

Na segunda-feira o almoço foi em minha casa: caruru. À noite o destino foi o Ímbui, bairro que está crescendo muito, onde a prefeitura fez uma grande reforma e os meninos ainda não conheciam. Dessa vez apenas eu, Nanda, Ubira e Geu. Os demais preferiram descansar para o dia seguinte. Ubira falou sobre o trabalho dele, contou uns cases muito interessantes. Foi divertido. Não tiramos nenhuma foto...

Na terça foi a vez de Bia receber para o almoço: mariscada. Para completar o dia e encerrarmos o encontro, fomos ao Dique do Tororó para uma pizzaria! Com direito a discurso de D. Angelica e tudo o mais. Na quarta-feira meus irmãos retornaram às suas respectivas cidades - Geu voltou para São Paulo e Ubira para Porto Alegre.

Todos devemos ter engordado individualmente ao final desse feriadão uns 3 kg mais ou menos... Rsrsrsrsrsrsrs... Ninguém ficou bêbado, viu Petrúcio??? Mas tomamos todas!!

Nos intervalos dos almoços (ufa!!), Geu tirou fotos lindas da cidade que foram apagadas (minha tia disse que eram paisagens... E... Pluft!) .

Foram muitas fotos. Hoje eu fiz uma cópia do PC de Bia. Quando fui passar para meu computador, descobri que a maioria está corrompida. Tive que formatar o pen drive, perdi todos os meus arquivos. Que tal? Depois verifiquei que Nanda tinha algumas gravadas, que postei.

O importante é que foram reuniões muito agradáveis, cheias de novidades, muitas fotografias ( agora só restam as cópias completas com os meninos, vou tentar conseguir uma para mim), sorrisos e lembranças das nossas infâncias.

Adilma

O colégio fossilizado


Colégio Estadual Alípio Franca (CEAF) - Salvador, Bahia


Fernando é mediador na escola. Que tempo estamos vivendo afinal? Eu realmente não entendo o que está ocorrendo.

Sempre estudei em escolas públicas. No Colégio Alípio Franca, da 5ª à 8ª série, tive aulas de inglês, francês, artes, educação sexual, música, religião, desenho técnico, handebol, educação física, organização social e política. Fora as disciplinas do currículo normal – português, matemática, geografia, história, etc. O colégio é pequeno e não oferecia (ou não oferece) conforto. Toda sexta a bandeira do Brasil era hasteada, enquanto cantávamos o Hino Nacional. Era uma honra ser escolhido para hastear a bandeira.

Formávamos uma fila, antes dessa cerimônia, e éramos vistoriados. Unhas, cabelos, farda, sapato, tudo deveria estar limpo e em ordem. Se alguém estivesse com a farda suja ficava na diretoria até encerrarmos. E levava para casa uma notificação na caderneta que deveria voltar assinada pelo pai, mãe ou responsável. O líder da classe era encarregado de recolher as cadernetas diariamente para aposição do carimbo de PRESENTE. Fui líder nos 4 anos e adorava exercer minhas funções. Havia regras a serem seguidas e eu costumava subvertê-las.

Nesse tempo professores eram chamados de senhor e senhora, nada de tia, ou “você”. Se alguém alterasse a voz com um professor era suspenso e só entrava na escola, após o período da suspensão, acompanhado pelo responsável. Tinha um médico que toda sexta (dia de aula de educação sexual) estava disponível para tirar dúvidas e orientar.

O governo não disponibilizava livros, os pais tinha que comprar, os alunos tinham que usar farda completa, não entravam se faltasse o escudo na blusa, não havia meia passagem escolar. Eu pegava quatro ônibus para ir e vir. Tempos difíceis. A merenda era servida pelo governo. Geralmente leite com chocolate acompanhado por um sanduiche muito ruim - pão com margarina e ameixa seca.

Fundei um jornalzinho (não me lembro do nome) e a escola me deixava usar a máquina elétrica de escrever, depois que comprovei que sabia utilizar, mas era minha responsabilidade se houvesse qualquer problema. Eu fazia as matérias, datilografava num estêncil (os jovens nem devem saber o que é isso!) e passava no mimeografo (outra coisa do passado distante). Os exemplares eram distribuídos entre alunos e professores. Depois alguns colegas começaram a participar, escrevendo poesias e textos. Eu também gostava de promover festinhas na sala de aula em ocasiões como São João, Dia do Estudante, etc. Cantava no coral e me apresentei em alguns eventos na Igreja do Bonfim, assim como na escola. Adorava participar de tudo.

Havia brigas entre os estudantes, havia aqueles que não estudavam, havia quem usava drogas, mas nada que não se resolvesse com uma boa suspensão. Eu não era fácil. Filava (gazeava) aula para jogar bola, para namorar escondido, para assistir filmes impróprios (hoje mais inocentes que as novelas das 6h), para escutar música. Inclusive numa dessas fui pega por minha tia e a coisa não prestou! Mas, de modo geral, fui boa aluna, tirava boas notas, nunca fiquei em recuperação. E com isso angariava a simpatia dos professores.

Lembro-me que um dia um aluno foi flagrado com um canivete na pasta (não existia mochila) e por causa disso foi expulso. Sem ter uma segunda chance. E todos ficaram sabendo. Foi vergonhoso, desonroso. Ninguém queria aquilo para si.

Com saudosismo lembro-me de tudo isso. É como se fosse outra vida, como se muitos e muitos anos me separassem dessa realidade para a que vivemos atualmente. Como se fosse uma fantasia, como se não fosse verdade, como se fosse um mundo idealizado, fossilizado, perdido.

Eu gostaria muito de entender o que se passou nos últimos 30, 40 anos, principalmente nas escolas. Que mudança a sociedade sofreu a ponto de professores serem feridos, estudantes serem mortos em brigas entre si, tráfico de drogas e tudo o que sabemos que ocorre. O Estado avançou muito em assistencialismo ao estudante. No Brasil, na rede pública de ensino, são distribuídos livros, fardas foram abolidas, não se reprova estudante, há liberdade de expressão, há subsídio para o transporte, não existem mais disciplinas “caretas”, não se canta o Hino Nacional e muito menos o Hino à Bandeira, ou seja lá qual for. E tudo isso invés de ajudar, parece ter piorado o relacionamento na escola.

Adoro o progresso, o conhecimento, as facilidades que dispomos mais e mais. Tenho certeza que o homem um dia, no futuro, ainda vai viajar através de tele transporte, como nos filmes de ficção científica. Porém, acho que estou envelhecendo ou já envelheci. Sou de outra época mesmo. Tempo em que tudo era diferente e, parece-me, mais coerente. Espero que Deus tenha mesmo piedade de todos nós.


Adilma