
Não sei se todos concordarão comigo, e, de certa forma, trata-se de uma constatação meio clichê... Mas o tempo está passando rápido demais! E assim vai mais um ano. Nada mais é que um registro no calendário, uma simbologia, mas é como marcamos a vida.
E a vida, se bem pensarmos, é feita de perdas: desde o nosso nascimento (quando perdemos a proteção do útero materno), passando pela infância, adolescência, idade adulta, velhice e o fim. No meio disso, perdemos amigos, irmãos, parentes, amores, emprego, oportunidades diversas, e até vontade de viver, quando a dor parece ser maior que tudo. É o ciclo natural, muito embora nem todos passem por ele desse modo.
O tempo vai seguindo e arrasta consigo todos os momentos: alegres ou tristes. Vamos conhecendo outras pessoas, perdendo, ganhando, passando por novas situações, “engolindo sapos”, mudando de perspectiva, ou não, como diria Caetano.
A minha certeza, nesse ano difícil (que espero mudar LOGO), foi de que realmente tudo passa. Pode ser o que for, mas passa. Então, é hora de dar adeus aos dias que se foram e acreditar que novos dias virão. O nome disso é esperança. Ela se concretizará? Não sei. É o mistério do futuro, mas é preciso tentar e não desistir.
No último dia do ano pular sete ondas, vestir-se de branco, incensar a casa, fazer promessas difíceis de cumprir, comer lentilhas, jogar flores no mar, etc. Tudo vale, se você acredita e acha que muda algo para melhor.
Agradeço a Deus e desejo a todos nós, do fundo meu coração, um 2011 com saúde, amor e paz. O que julgo ser a base de sustentação para a força necessária a fim de prosseguirmos. Deus ilumine e proteja nossa família e a todos que a cercam.
Um grande e afetuoso beijo!
Adilma